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Desinformação e discursos de ódio afetam a saúde mental dos jornalistas

A legitimação da desinformação pelo governo atual brasileiro com o objetivo de atacar os jornalistas pode afetar a saúde mental dos profissionais, é o que destaca a psicóloga clínica Dra. Luana Moreira.

Os dados da pesquisa da Gênero e Número e do Repórteres Sem Fronteiras (RSF), divulgada este ano, também reforçam o quanto a desinformação e a violência contra profissionais da imprensa têm repercutido na rotina dos jornalistas.

Mais de 50% das profissionais entrevistadas, afirmaram que a proliferação de ataques nas redes sociais contra a imprensa impactou sua rotina. Além disso, 15% relataram ter desenvolvido algum tipo de problema de saúde mental resultado dos ataques sofridos na internet.

Em relação aos tipos de violência mais recorrentes, estão conteúdos com xingamentos ou palavras hostis (35%), ataque ao trabalho (34%) e desqualificação do trabalho realizado (33%). Ataques misóginos ou com conotação sexual (19%) também estão presentes, nos quais a agressão é direcionada diretamente à mulher jornalista, tendo como objetivo intimidar, desqualificar e gerar dano a sua reputação.

Luana Moreira é psicóloga e realiza atendimentos online

“No cotidiano atual com a sociedade evoluindo cada vez mais para o negacionismo criando realidades paralelas sem embasamento científico e o profissional da área de comunicação que passa a informação para o público sofrendo crescentes ataques nos últimos anos, tem contribuído para o adoecimento prejudicando a saúde mental proveniente ao próprio trabalho que está sofrendo ataque.”, ressalta a psicóloga.

Na semana em que se celebra o Dia Internacional da Saúde Mental, a Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou um relatório pedindo o fim do estigma e do preconceito. A Instituição afirma que a discriminação impede que muitos consigam emprego ou até mesmo acesso a cuidados de saúde. Para a Dra. Luana Moreira, o processo de
manter a autoestima profissional é extremamente importante. “Geralmente o profissional não faz só faculdade ele continua estudando e se desenvolvendo após a faculdade com uma pós e especialização. Em contraponto a gente vê muitos ataques vindo proveniente ao discurso de ódio e ao discurso negacionista que está aumentando e tirando a credibilidade dos profissionais da comunicação. Isso tem um impacto mental nos profissionais fazendo com que eles questionem a sua própria profissão abalando a sua autoestima profissional.”, reforça.

Pensando nisso, trouxemos dicas de atitudes que você pode tomar para melhorar o bem-estar da sua mente e se sentir melhor:

  •  Continuar se atualizando profissionalmente
  •  Investir em terapia
  • Realizar atividade física
  • Alimentação saudável
  • Leia constantemente o código de ética para também servir como uma forma de reafirmar o motivo pelo qual você está prestando serviços para a sociedade e trabalhar a autoestima profissional
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