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Canal Futura realiza programação inteira dedicada ao Mês da Consciência Negra

Das 7h da manhã às 23h59, será possível acompanhar diferentes faixas, como a infantil, musical, educação antirracista, universo Futura, verde, empreendedorismo e cineclube

 

Por Sandra Roza

 

Os meios de comunicação são umas das principais fontes de difusão de conhecimento sobre a sociedade, contextos históricos e culturais, por exemplo. Pensando nisso, o Canal Futura preparou uma programação inteira de conteúdos educacionais para o 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra. Das 7h da manhã às 23h59, será possível acompanhar diferentes faixas, como a infantil, musical, educação antirracista, universo Futura, verde, empreendedorismo e cineclube. Os programas podem ser acessados gratuitamente pela globoplay, TV ‘s abertas (parabólicas) e por assinatura, TVs universitárias parceiras do canal e mídias sociais.

De acordo com Acácio Jacinto, gerente adjunto do Futura, o objetivo da iniciativa é “colaborar para educar a sociedade sobre os racismos e os seus impactos na vida das pessoas negras. Por exemplo, a falta de acesso à saúde e a ausência de saneamento básico são problemas que a população negra é quem mais sofre. Dessa forma, é importante realizar uma reparação histórica da escravidão e conhecer esses temas é fundamental”, explica.

Além disso, durante os intervalos, vários conteúdos com peças de curta duração serão exibidos ao longo da programação, com temáticas raciais e apresentadas pelo  jornalista Leonne Gabriel, do Futura. Ao longo do dia, convidados de importante relevância no movimento negro também estarão presentes em dez peças de estreias para a data. 

 

 

Acácio Jacinto, gerente adjunto do Futura, ressalta que o compromisso antirracista está presente em todas as soluções educacionais da Fundação Roberto Marinho ao longo do ano

Acácio explica que a programação começa no dia 20, mas continua no decorrer do ano, como parte do compromisso antirracista nas soluções educacionais da Fundação Roberto Marinho com foco nas pessoas negras e indígenas. “Há 20 anos, criamos o programa da Cor da Cultura a fim de atender a Lei 10.639/03 – de inclusão da “História e Cultura Afro-Brasileira”, no currículo escolar da educação básica. Também desenvolvemos projetos em diferentes territórios para levar esse conhecimento às escolas do país”, contextualiza.

Sobre as ações para a diversidade, equidade e inclusão, na Fundação, Jacinto destaca o início interno e com fornecedores: “Chegamos num tempo no Brasil em que não podemos recuar. Sabemos da importância que a diversidade traz. Todo o Brasil é singular. Essas culturas podem se fortalecer. Aqui na Fundação Roberto Marinho criamos um comitê de diversidade. Fizemos um documentário circulação com os parceiros. Estamos com cuidado do tema na contratação de fornecedores”.

 

Eventos presenciais:

 

Fazem parte da data, os eventos presenciais no Quilombo do Sacopã (Rio de Janeiro) e no Quilombo do Mimbó (em Amarante, no Piauí). A comunidade foi tema do documentário “Mimbó”, do cineasta Chico Rasta, que venceu em 2021 o 12º Doc Futura. O material será exibido nos dois locais.

 

Saiba mais:

 

Quilombo do Sacopã (Rua Sacopã, 250, Fonte da Saudade – Rio de Janeiro, RJ):

 

10h/10h30h – Momento de Confraternização

11h – Abertura e boas-vindas – Projeto SETA, Consciência Negra e Canal Futura

Palestras:

 

11h30/13h 11h30 – Pâmela Carvalho (Redes da Maré, educadora social e

pesquisadora) fala sobre a importância do 20 de novembro para o enfrentamento ao

racismo

12h30 – Gaby Makena (doutoranda em educação, ativista intelectual e idealizadora da

Livraria Timbuktu) fala sobre a importância de uma educação afrocentrada

(alfabetização), suas experiências com crianças. Exposição de livros durante o evento

Almoço

14h30 – Acácio Jacinto anuncia a abertura do edital do 13º Doc Futura e exibe o vídeo

de 1 min do diretor do documentário “Mimbó”, Chico Rasta 

Exibição do Documentário “Mimbó”

Das 15h às 16h30 – Roda de Jongo AFROLAGE com uma fala sobre a importância do

Jongo como cultura ancestral negra.

17h – Encerramento

 

Comunidade Mimbó  (Av. Pedro Rabelo da Paixão, SN – Amarante, Piauí)

 

O documentário “Mimbó” será exibido e haverá ainda apresentação de artistas locais e

concurso de Miss Beleza Negra.

 

8h – Abertura e falas dos convidados

9h – Exibição do documentário Mimbó, vencedor da 12ª Edição do Doc Futura

10h – Apresentação do Pagode do Mimbó e Terreiro de Ogum

11h – Desfile para Escolha do Mister, da Musa e da Miss Beleza Negra

12h30 – Almoço

14h – Anúncio do Resultado do Concurso Beleza Negra

15h30 – Show Musical

 

Confira a programação completa abaixo do Canal Futura para o 20 de novembro:

 

Faixa Infantil – das 7h às 9h

Zumbi dos Palmares, ancestralidade e cultura negra e Rainha Amina são alguns dos temas que serão abordados nos programas definidos para o dia.

 

Faixa Musical – 9h às 10h

O rapper e educador Thiago Elniño, ritual do Jarê com “Música e Sagrado” e “Pelas Almas de Bem” são as atrações do dia, com foco no poder da negritude na música popular e religiosa.

 

Educação Antirracista – 10h às 12h / 18h às 22h

Na parte da manhã, português, história e representatividade serão o foco da programação dessa faixa, que começa com o ator Lázaro Ramos lendo trecho de sua autobiografia “Na minha pele”. Em seguida, o jogador Raí mostra o quanto a influência negra está na nossa língua portuguesa e explica o emprego das classes gramaticais. Já o programa História Negra do Brasil, é mostrado o quanto os negros lutaram contra a escravidão no Brasil. O debate antirracista tem continuidade no “Seta: caminhos possíveis”, onde adolescentes e adultos negros, quilombolas e indígenas contam como é estar em um espaço escolar que não respeita ou reconhece suas culturas e histórias e, às vezes, nem mesmo suas humanidades.

 

As estreias dessa faixa acontecem à noite, com a exibição dos documentários “Maria Mulher – Organização de Mulheres Negras”, às 18h, que traz um mosaico de vozes e expressões da organização de mulheres negras pioneira do Rio Grande do Sul. Às 20h, será a vez do ganhador da 12ª edição do Doc Futura (2021), o documentário “Mimbó”. O filme conta a história de uma comunidade quilombola que existe há 200 anos, quando quatro irmãos escravizados, fugidos de fazendas de Pernambuco, percorreram pelo mato cerca de 680 quilômetros até a Vila de Amarante, no Piauí.

 

Universo Futura – 12h às 13h

Quatro programas fazem parte dessa faixa. A poetisa Elisa Lucinda vai ler trechos do seu livro a respeito do escritor Fernando Pessoa. A branquitude será analisada pela professora Lia Vainer Schucman, do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina. E o racismo estrutural será denunciado no programa com jovens e suas experiências.

 

Faixa Verde – 13h às 14h

No programa “Jongo, tradição e resistência”, a chef Bela Gil vai ao Morro da Serrinha, em Vaz Lobo, Zona Norte do Rio, conhecer Tia Maria, rainha do jongo, e dança ao ritmo de tambores. Em outro programa, o Futura entrevista Dona Maninha, curandeira, erveira e líder de um terreiro de Jarê da região da Chapada Diamantina.

 

Empreendedorismo – 14h às 16h

Moda, maquiagem, vinhos, cabelos e mecatrônica. Isso mesmo: tudo junto e misturado nessa faixa com seis programas, onde a força de trabalho negra é exaltada e se mostra de vital importância para a economia no país. 

 

Cineclube – 2h às 7h / 22h às 23h59

São ao todo 13 programas com entrevistas que abordam as diversas questões antirracistas, seja na música, nas comunidades, famílias, relacionamentos, clubes e escolas. 

 

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