A Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, movimento político de dimensão global, acaba de lançar sua música tema oficial, intitulada “Mete Marcha Negona Rumo ao Infinito”. Composta e interpretada pela cantora baiana Larissa Luz, conhecida pela mistura de ritmos afro-brasileiros, soul e MPB, além do engajamento em pautas relacionadas à cultura negra, identidade e empoderamento feminino.
Indicada ao Grammy Latino em 2016, Larissa é o talento que dá vida ao jingle, que conta com a realização do Festival Latinidades, em parceria com o Comitê Nacional Impulsor da Marcha.
“Quando recebi o convite para fazer o jingle, não pensei duas vezes. Tem tudo a ver com o meu propósito com a arte, que é transformar o nosso meio social através dela. Fazer da arte uma ferramenta de emancipação, decrescimento e de fortalecimento do nosso povo sempre foi uma premissa de vida pra mim. Estar à frente do jingle da Marcha dialoga com tudo isso de uma forma muito especial,principalmente por se tratar de um recorte ao qual eu pertenço: o das mulheres negras”, afirma Larissa.
Além da cantora, a dançarina e coreógrafa carioca Aline Maia, popular pela colaboração comartistas como Anitta, Iza e L7nnon, em trabalhos voltados para a valorização da estética e expressão negras, dá corpo ao clipe promocional da canção. “Eu danço por nós. Por cada mulher preta que se move com força, beleza e propósito!”, declarou Aline Maia, nas redes sociais.
E embora a música seja uma convocação política, também funciona como uma forma de relembrar como arte e cultura são combustíveis necessários para todas aquelas que sonham com uma sociedade mais justa. Como lembra Larissa Luz na composição: “Toda mulher negra move o mundo”. Em cada estrofe do jingle, a certeza de que é possível reunir um milhão de mulheres em Brasília, no dia 25 de novembro, quando acontece a Marcha das Mulheres Negras.
Acesse o vídeo abaixo para escutar o jingle e assistir ao clipe.
Marcha das Mulheres Negras
A Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver é um movimento construído pormulheres negras de todo o Brasil e de mais de 40 países do mundo, de diferentes gerações,territórios e realidades sociais, que se organiza de forma autônoma e coletiva.
Surgida como desdobramento da primeira marcha nacional de 2015, a iniciativa busca resgatar e fortalecer uma agenda que une memória, luta antirracista e demandas contemporâneas. Em 25 de novembro de 2025, a marcha volta a ocupar Brasília (DF) com o objetivo de reafirmar pautas de reparação histórica e construir um futuro pautado pelo bem viver.